domingo, 12 de junho de 2011


não que eu tenha crescido sem a presença de um pai, tive sim um, que sem dúvida fez e faz o maximo para eu ser feliz, e eu não posso dizer que não sou, mas é estranho, minhas amigas dizem que vão passar o final de semana com seus pais, que eles ligaram, e que tanta coisa aconteceu nessas conversas, e eu? o meu liga, agente se vê, conversa, e só, não me lembro do nosso ultimo assunto, não me lembro do nosso ultimo abraço, ele não ficou todo nervoso ao saber do meu primeiro namorado.le não me deixou de castigo quando eu tirei nota baixa e não veio me tampar denoite, não beijou meu machucado e muito menos tentou arrumar meus cabelos, porque talvez ele não lembre em que série eu to, ele não sabe a cor dos meus lençois, talvez ele nunca saiba que o meu ultimo tombo foi andando de patins, minha cor favorita é vermelho e ele não sabe o porque, queria que ele tivesse me olhado torto quando me visse entrando no carro com meu primeiro presente do dia dos namorados em baixo do braço ou que ele tivesse ido receber o presente do dia dos pais na minha primeira série, nunca aconteceu, nunca mesmo, nossos assuntos ? escola, televisão, computador, filmes e música, tenho vergonha de rir muito alto perto dele ou de falar besteira, queria correr nos seus braços e cantar minha música preferida no ultimo volume, conversar sobre meus amigos, sobre meus amores, sobre meus medos, minhas vitórias, sobre tudo aquilo que me faz chorar toda noite, mais não dá,agente so ver no domingo , saimos para comprar coisas para mim ,e depois ele pega o onibus e vai embora e digo que foi muito bom ve-lo, se foi bom? foi ótimo, mas infelismente, eu não consigo ve-lo como um pai, eu vejo ele como um amigo, como alguem que sabe meu nome e uma parte da minha história, no seu ponto de vista, mas não no ponto de vista de quem esta dentro dela, com presença exclusiva, mas eu não nego você é meu pai, apesar de tudo isso, e eu gosto de ti, é, ã, pai, eu te amo da minha forma, mas eu te amo !

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